segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

SANGUE DO CORAÇÃO - MAIS UMA LEITURA A PARTILHAR

Titulo: Sangue-do-coração

Autor: Juliet Marillier

Editora: Bertrand Editora

Gênero: Romance

Data: Lisboa, Junho de 2010

Sangue-Do-Coração

Caitrin é uma jovem escriba que andava fugida dos seus próprios medos. Caitrin vivia em Market Cross com os seus primos, Ita e Cillian. Berach, pai de Caitrin, tinha falecido e Maraid, a sua irmã, casou-se com um músico itinerante. Por ter ficado sozinha nas mãos dos primos que a maltratavam, decidiu fugir. Depois de uma longa viagem, vai ao encontro de uma localidade estranha, Whistling Tor, um lugar de segredos e de grandes mistérios.

Ao chegar à povoação de Whistling Tor, foi recebida à pedrada, uma vez que vinha acompanhada por dois homens, Eichri e Rioghan, que a ajudaram. Caitrin foi recebida na estalagem da aldeia do senhor Tomas e da senhora Orna. No segundo dia na estalagem, Caitrin ouviu uma conversa entre Tomas e Magnus, um habitante da colina arborizada, em que se dizia que precisavam de uma escriba para trabalhar na biblioteca do castelo durante o Verão. Após Magnus ter saído da aldeia, Caitrin disse a Tomas que queria aquele trabalho, apesar de lhe terem dito que o catelo estava amaldiçoado e povoado por criaturas estranhas, Caitrin pensou que era um lugar seguro.

Quando ia a caminho do catelo, ouvia muitas vozes que a deixavam zonza, sem força para continuar a caminhar. Foi ajudada por Olcan e o seu cão Fiancho que a ajudaram a chegar ao castelo.

Caitrin andava à volta da fortaleza, tentando encontrar Magnus ou o chefe trival, Lorde Anluan. No jardim do castelo, Caitrin encontrou a planta sangue-do-coração, uma planta lindíssima utilizada para produzir tinta para os escribas. Ao tentar tocar-lhe, Caitrin é abordada por um homem zangado, que pensava que ela estava a roubar. Caitrin assustada já pensava em desistir da sua intenção, mas não teve coragem , tentando justificar-se, dizendo que não estava a roubar, mesmo assim, ele não mudou a sua expressão facial, chamou Magnus para se encarregar da pequena Ladra.

Caitrin disse a Magnus que pretendia ficar com o trabalho de escriba, depois de Magnus ter falado com Anluan, Caitrin foi aceite para o trabalho de Verão.

Os primeiros dias foram complicados. Teve que habituar-se às pessoas, à casa e pôr o seu trabalho na biblioteca em ordem.

A decoração da casa era um pouco esquisita, os espelhos espalhados por toda a casa assustavam Caitrin. Lorde Anluan não jantava com os seus empregados, talvez pela presença de Caitrin. Miurne, uma senhora muito bem vestida com um ar muito arrumado, era quem passava o tempo com Anluan, levava-lhe o jantar e cuidava dele. Miurne não mostrava qualquer simpatia para Caitrin.

Caitrin estava na biblioteca organizando os livros em três partes, três gerações da família de Anluan. O se bisavô Nechtan, o seu avô Conan e o seu pai Irial. Começou a ler os apontamentos de Nechtan. Algo era obscuro naqueles documentos, deixava Caitrin assustada. Era feitiçaria. Nechten tinha uma ajudante, Aislinn, que o ajudava e estava apaixonada por ele. Nechtan queria criar um exército, a hoste, de pessoas já mortas para poder vencer os seus inimigos. Mas algo correu mal na experiência.

Anluan era um homem triste e tinha uma deficiência numa perna e num braço. Quando era mais pequeno ficou doente e não conseguiu ficar totalmente curado.

Anluan e Caitrin falavam muitas vezes no jardim de Irial, sempre com o olhar atento de Miurne. Enquanto Caitrin trabalhava na biblioteca, por vezes, Anluan ia visitá-la. Caitrin não gostava muito de falar do seu passado e dos seus medos. Nu me noite apenas disse que tinha uma irmã.

Numa certa manhã, Caitrin foi apanhada de surpresa. Cillian apareceu à sua frente, acompanhado por guardas a cavalo para a levarem para casa. Caitrin tentava libertar-se, contudo, não tinha forças. Apareceu Anluan e disse para a largarem. Cillian com ar de gozo disse a Anluan que não tinha medo de aleijado. Como Anluan não podia fazer nada sozinho, chamou a hoste que rapidamente mandaram Cillian e os guardas embora. Caitrin estava assustada e todos perceberam que era de Cillian que andava fugida. Ele batia-lhe. Anluan disse-lhe que ali ela estaria sempre em segurança.

Depois daquele momento triste, Caitrin descobriu que a hoste de Nechtan foi quem a salvou. Rioghan, Eichri e Miurne pertenciam à hoste. A hoste era controlada pela mente de Anluan, esse exército deixava-o muito cansado, e há outra voz na cabeça dos membros da hoste que os levava a praticar o mal.

Anluan levou Caitrin a passear e explicou-lhe toda a sua situação e a da hoste. Anluan não podia passar uma fronteira que estava delimitada. Caitrin pediu-lhe para chamar hoste e, no meio da conversa, disse-lhes que ia descobrir a fórmula de libertá-los do feitiço.

A partir desse dia, Caitrin continuou o seu trabalho, mas sempre com a intenção de descobrir a fórmula para ajudar a hoste.

Numa das idas de Magnus à aldeia, trouxe uma má notícia. Os normandos queriam ocupar as terras de Anluan. O seu povo não acreditava que ele fizesse alguma coisa, mas com a ajuda de Caitrin, Anluan ganhou forças e, juntamente com os seus amigos, pensaram num plano para irem à aldeia para a reunião, tentando controlara a hoste à distância.

Deixaram Caitrin à guarda de Georrog, mas algo mau aconteceu. Caitrin ficou presa na biblioteca cheia de fumo. Georrog, no início, não conseguiu reagir, porque aquela voz era tão forte na sua cabeça, não conseguindo assim ajudar Caitrin. Georrog conseguiu combater a voz, salvando Caitrin.

Anluan e Magnus, quando foram avisados do acontecido vieram a correr. Anluan estava mesmo zangado por não terem protegido Caitrin, sendo desagradável com a hoste. Ele tinha medo de perder Caitrin assim como o seu pai perdeu Emer. Anluan tomou a decisão de Caitrin abandonar Whistling Tor. Caitrin ficou muito zangada, não compreendia porque é que ele a mandara embora. Ela nem esperou pelas despedidas e saiu do castelo durante a noite, com a sua caixa dos materiais da escrita, triste e desiludida com a intenção de encontrar a sua irmã e recuperar os pertences do seu pai.

O caminho foi longo, até ter a ajuda de umas pessoas amigas que a ajudaram, a saber, do paradeiro da irmã. Descobriu que Maraid estava viúva e com uma bebé nos braços.

Anluan deixa na caixa de escrita dela o seu livro de apontamentos, onde continha tudo o que pensava dela, todas as suas conversas e dizia que ela tinha mudado a sua vida. Só a mandou embora para protegê-la.

Caitrin encontrou a sua irmã na casa do seu pai, abatida e aos cuidados de Ita e Cillian. Ita e Cillian firam surpreendidos com a chegada de Caitrin e tentaram de novo mandar Caitrin dormir para a controlarem de novo. Ela estava decidida a pô-los fora de sua casa, esta, informado que eles não tinham qualquer direito legal sobre os bens do pai de Caitrin. Ita e Cillian abandonaram a casa. Caitrin inda demorou algum tempo para tornar a dar vida à sua casa e à sua irmã. Quando Maraid já estava boa, Caitrin contou-lhe tudo aquilo que passou a falou-lhe de Anluan, da maldição que o atormentava e a sua deficiência que não o deixava fazer o que ele achava ser de um homem.

Caitrin tinha levado o espelho de obsidiana, o espelho que a deixava ver imagens do passado, e usou-o para tentar perceber o que se passava em Whistling Tor. Caitrin viu Anluan deitado na cama quase a morrer. Assustada, disse a Maraid que tinha que voltar a Whistling Tor, e partiu.

A viagem até Whistling Tor foi lenta. Na entrada de Whistling Tor, encontravam-se todos os normandos prontos a qualquer momento para atacar. Apanharam Caitrin, mas esta foi salva por Eichri. Quando Caitrin chega ao castelo fica surpreendida, pois a gente da aldeia andava por todo o lado, misturada com a hoste. Tudo por causa da força de Caitrin, que sempre acreditou que todos juntos venceriam. Caitrin apenas queria falar com Anluan. Ele já a esperava à porta com um sorriso. Já no quarto, Anluan explicou-lhe que só a queria proteger e estava muito feliz por ela ali estar. Mesmo com as limitações de Anluan, ele e Caitrin envolveram-se. Com carinho e ajuda mútua, foi tudo perfeito.

Georrog bateu à porta para levar o lanche. Anluan foi envenenado com a comida. Caitrin aflita foi à procura de um antídoto à biblioteca, nada encontrou. Foi procurar ao quarto de Miurne, a sala de Nechtan e Aislinn. Caitrin encontrou o livro de Irial com o antídoto e o livro de apontamentos de Aislinn. Afinal Aislinne Miurne eram a mesma, e esta envenenou Irial da mesma maneira, porque ele apenas queria viver. O antídoto era feito com pétalas de sangue-de-coração. No livro de Aislinn havia o feitiço de inversão para salvar a hoste. Aislinn queria vingar-se de Nechtan por a não ter salvado no dia do feitiço e vingou-se nos seus descendentes.

Caitrin salvou Anluan, não teve foi tempo para lhe contar o que descobriu. Estava na altura da guerra com os normandos.

Whistling Tor venceu. Caitrin estava na biblioteca com Georrog e Orna, quando apareceu Miurne. Ela ameaça Caitrin pediu-lhe o seu livro e destrói-o. Mesmo assim, Caitrin já o sabia de cor.

Quando Anluan chega, fica a par da situação de Miurne e sabe que tem que preparar a inversão do feitiço. Anluan chamou Miurne e iniciou o feitiço. Georrog e a criança que acompanhava sempre Caitrin tiveram que se sacrificar para que o feitiço funcionasse. O feitiço foi quebrado e a criança ficou como filha de Anluan e Caitrin, com o nome de Emer.

Caitrin e Anluan formaram uma família, com Emer e uma criança que vinha a caminho. Voltou a felicidade e a paz a Whistling Tor.

· Aconselho a leitura do livro. Este livro transmite-nos uma mensagem importante. Por vezes, um coração bondoso, cheio de amor para dar e muita coragem pode mudar atitudes e maneiras de pensar. A história de Caitrin e Anluan revela que a falta de perfeição física não é um impedimento para alcançar a felicidade e que tudo é possível, mesmo com a imperfeição. Esta é uma história de fantasia, com descrições maravilhosas, que cativa a cada página que passa. Mostra que com força de vontade, até aquilo que, à primeira vista, parece impossível, conseguimos para nosso benefício.

Maria de Fátima Alves Ferreira

12ºB nº12

Sem comentários: