segunda-feira, 8 de março de 2010

ser MULHER e poetisa

Nesta mensagem ficam os nomes de algumas das grandes poetisas portuguesas Sofia de Melo Breyner Andresen(Porto, 6 de Novembro de 1919 — Lisboa, 2 de Julho de 2004) foi uma das mais importantes poetisas portuguesas do século XX. Foi a primeira mulher portuguesa a receber o mais importante galardão literário da língua portuguesa, o Prémio Camões, em 1999. Escritora portuguesa, natural de Vila Meã, Amarante, descendente de uma família de raízes rurais de Entre Douro e Minho e de uma família espanhola de Zamora, por parte da mãe. Fixou-se no Porto. Estreou-se, em 1948, com a novela Mundo Fechado. Tem-se dedicado quase inteiramente à criação literária. Figura proeminente da cultura portuguesa da segunda metade do século XX, notabilizou-se como poetisa e como política, tendo sido eleita deputada pelo Partido Socialista. Aqui deixo dois poemas. O primeiro escrito por Aníbal Albuquerque ( escritor brasileiro) e o segundo por uma grande poetisa portuguesa. O poema é como um corpo de mulher. Há-de ser suave, leve, belo. Há-de possuir pontos sensíveis, em que um simples toque o faça vibrar. Há-de ser forte e delicado, flexível, mas inquebrável. Para alguns é impenetrável. Para alguém especial, é aberto, transparente, claro. Eu... Florbela Espanca Eu sou a que no mundo anda perdida, Eu sou a que na vida não tem norte, Sou a irmã do Sonho, e desta sorte Sou a crucificada... a dolorida... Sombra de névoa tênue e esvaecida, E que o destino amargo, triste e forte, Impele brutalmente para a morte! Alma de luto sempre incompreendida!... Sou aquela que passa e ninguém vê... Sou a que chamam triste sem o ser... Sou a que chora sem saber por quê... Sou talvez a visão que Alguém sonhou, Alguém que veio ao mundo pra me ver, E que nunca na vida me encontrou!

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