terça-feira, 29 de abril de 2014
domingo, 27 de abril de 2014
Morreu o poeta e escritor Vasco Graça Moura
http://www.dn.pt/inicio/artes/interior.aspx?content_id=3832242
Para conheceres alguma da sua poesia consulta:
http://www.citador.pt/poemas/a/vasco-graca-moura
Partilha de um dos seus poemas:
blues da morte de amor
já ninguém morre de amor, eu uma vez
andei lá perto, estive mesmo quase,
era um tempo de humores bem sacudidos,
depressões sincopadas, bem graves, minha querida,
mas afinal não morri, como se vê, ah, não,
passava o tempo a ouvir deus e música de jazz,
emagreci bastante, mas safei-me à justa, oh yes,
ah, sim, pela noite dentro, minha querida.
a gente sopra e não atina, há um aperto
no coração, uma tensão no clarinete e
tão desgraçado o que senti, mas realmente,
mas realmente eu nunca tive jeito, ah, não,
eu nunca tive queda para kamikaze,
é tudo uma questão de swing, de swing, minha querida,
saber sair a tempo, saber sair, é claro, mas saber,
e eu não me arrependi, minha querida, ah, não, ah, sim.
há ritmos na rua que vêm de casa em casa,
ao acender das luzes, uma aqui, outra ali.
mas pode ser que o vendaval um qualquer dia venha
no lusco-fusco da canção parar à minha casa,
o que eu nunca pedi, ah, não, manda calar a gente,
minha querida, toda a gente do bairro,
e então murmurarei, a ver fugir a escala
do clarinete: — morrer ou não morrer, darling, ah, sim.
Vasco Graça Moura, in "Antologia dos Sessenta Anos"
sexta-feira, 25 de abril de 2014
40 anos - 25 de abril
O Dia da Liberdade
25 de Abril
Este dia é um canteiro
com flores todo o ano
e veleiros lá ao largo
navegando a todo o pano.
E assim se lembra outro dia febril
que em tempos mudou a história
numa madrugada de Abril,
quando os meninos de hoje
ainda não tinham nascido
e a nossa liberdade
era um fruto prometido,
tantas vezes proibido,
que tinha o sabor secreto
da esperança e do afecto
e dos amigos todos juntos
debaixo do mesmo tecto.
José Jorge Letria in O livro dos dias (AMBAR)
25 de Abril
Este dia é um canteiro
com flores todo o ano
e veleiros lá ao largo
navegando a todo o pano.
E assim se lembra outro dia febril
que em tempos mudou a história
numa madrugada de Abril,
quando os meninos de hoje
ainda não tinham nascido
e a nossa liberdade
era um fruto prometido,
tantas vezes proibido,
que tinha o sabor secreto
da esperança e do afecto
e dos amigos todos juntos
debaixo do mesmo tecto.
José Jorge Letria in O livro dos dias (AMBAR)
quinta-feira, 24 de abril de 2014
O que mudou em 40 anos?
Com a ajuda da RTP vamos descobrir...
os heróis desconhecidos e... o percurso após abril de 1974
Basta clicares no link para descobrires este mundo chamado democracia.
http://media.rtp.pt/blogs/25deabril/
Lembrar Abril na nossa Escola
O 25 de Abril para os mais novos, 40 anos depois...
http://www1.ci.uc.pt/cd25a/wikka.php?wakka=tesourobd
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