Outubro: o nosso mês


O agrupamento de Escolas de Celorico de Basto, com a Rede de Bibliotecas escolares, UCC Mãos Amigas e Biblioteca Municipal estarão envolvidos em várias atividades ao longo do mês de Outubro, em prol da comunidade escolar.
Na nossa Escola iremos desenvolver várias atividades como Formação de Utilizadores, Exposições, Concurso para Escolha da Mascote da nossa biblioteca, comemoração do dia da alimentação, entre outras.
Aguardamos a tua presença e participação ativa nas nossas atividades.
Desde já agradeço a todos os colegas que apoiam a dinamização das atividades propostas pela biblioteca escolar.

Outubro: Mês Internacional das bibliotecas escolares


A tua biblioteca: um mapa de ideias




Mês Internacional da Biblioteca EscolarOutubro é o Mês Internacional da Biblioteca Escolar. Em todo o mundo, este período é aproveitado para reforçar a visibilidade das bibliotecas escolares e a consciencialização acerca do seu valor nas aprendizagens.

Falando de livros... Eis um desafio aqui partilhado pela Coordenadora da nossa escola



«Desafiada» pelo caríssimo colega Artur Marques,  (e grande amigo), para fazer uma lista de 10 livros, não é problema para quem gosta e pratica a leitura. O problema surge eleger entre tantos já devorados, pois de repente os títulos/autores surgem como cerejas na cabeça! Há que criar critérios e decido eleger os lidos durante as ultimas férias.. o conteúdo ainda está bem presente. 
1- O Jogo de Ripper, Isabel Allende (ainda em fase de leitura)
2- Uma Paciência Selvagem, Adrienne Rich
3- O Homem de Constantinopla, José Rodrigues dos Santos
4- O Sonho do Celta, Mário Vargas Llosa
5- Armadilhas da Mente, Augusto Cury (fantástica reflexão sobre a vida)
Os restantes surgem por ser fã dos autores ou por uma qualquer razão, me terem marcado na adolescência..
6- Amor nos tempos de cólera, Gabriel Garcia Márquez
7- Jesusalém, Mia Couto
8- Fernão Capelo Gaivota, Richard Bach (devia ser leitura obrigatória)
9- Meu pé de Laranja Lima, José Mauro de Vasconcelos
10- Nómada, Stephenie Meyer (836 páginas, talvez a obra que mais tempo demorei a ler).

Não vou desafiar ninguém em particular!!  Desafio os alunos da EB da Mota a irem a Biblioteca Escolas de Mota requisitar um livro para lerem nos próximos dias..  Boas leituras!!"

Enquanto professora bibliotecária agradeço o empenho da nossa coordenadora e reforço o seu desafio:
alunos "Aguardo a vossa visita."
Desejo uma boa semana cheia de leituras cheias de aventuras.

Queres escutar uma rádio especial?

Se por acaso gostas muito de um determinado artista poderás encontrar um espaço dedicado inteiramente à sua música.
Acessa ao seguinte link: WWW.NRJ.FR


A música alegra o teu estudo e a tua biblioteca apoia a tua caminhada.


Escuta também os artistas franceses como no caso da música que partilhamos neste artigo.



Teixeira de Pascoaes - "Elegia do Amor"




TEIXEIRA DE PASCOAES - "ELEGIA DO AMOR"

"Elegia do Amor

Lembras-te, meu amor, 
Das tardes outonais, 
Em que íamos os dois, 
Sozinhos, passear, 
Para fora do povo 
Alegre e dos casais, 
Onde só Deus pudesse 
Ouvir-nos conversar? 
Tu levavas, na mão, 
Um lírio enamorado, 
E davas-me o teu braço; 
E eu, triste, meditava 
Na vida, em Deus, em ti... 
E, além, o sol doirado 
Morria, conhecendo 
A noite que deixava. 
Harmonias astrais 
Beijavam teus ouvidos; 
Um crepúsculo terno 
E doce diluía, 
Na sombra, o teu perfil 
E os montes doloridos... 
Erravam, pelo Azul, 
Canções do fim do dia. 
Canções que, de tão longe, 
O vento vagabundo 
Trazia, na memória... 
Assim o que partiu 
Em frágil caravela, 
E andou por todo o mundo, 
Traz, no seu coração, 
A imagem do que viu. 

Olhavas para mim, 
Às vezes, distraída, 
Como quem olha o mar, 
À tarde, dos rochedos... 
E eu ficava a sonhar, 
Qual névoa adormecida, 
Quando o vento também 
Dorme nos arvoredos. 
Olhavas para mim... 
Meu corpo rude e bruto 
Vibrava, como a onda 
A alar-se em nevoeiro. 
Olhavas, descuidada 
E triste... Ainda hoje escuto 
A música ideal 
Do teu olhar primeiro! 
Ouço bem tua voz, 
Vejo melhor teu rosto 
No silêncio sem fim, 
Na escuridão completa! 
Ouço-te em minha dor. 
Ouço-te em meu desgosto 
E na minha esperança 
Eterna de poeta! 
O sol morria, ao longe; 
E a sombra da tristeza 
Velava, com amor, 
Nossas doridas frontes. 
Hora em que a flor medita 
E a pedra chora e reza, 
E desmaiam de mágoa 
As cristalinas fontes. 
Hora santa e perfeita, 
Em que íamos, sozinhos, 
Felizes, através 
Da aldeia muda e calma, 

Mãos dadas, a sonhar, 
Ao longo dos caminhos... 
Tudo, em volta de nós, 
Tinha um aspecto de alma. 
Tudo era sentimento, 
Amor e piedade. 
A folha que tombava 
Era alma que subia... 
E, sob os nossos pés, 
A terra era saudade, 
A pedra comoção 
E o pó melancolia. 
Falavas duma estrela 
E deste bosque em flor; 
Dos ceguinhos sem pão, 
Dos pobres sem um manto. 
Em cada tua palavra, 
Havia etérea dor; 
Por isso, a tua voz 
Me impressionava tanto! 
E punha-me a cismar 
Que eras tão boa e pura, 
Que, muito em breve — sim! 
Te chamaria o céu! 
E soluçava, ao ver-te 
Alguma sombra escura, 
Na fronte, que o luar 
Cobria, como um véu. 
A tua palidez 
Que medo me causava! 
Teu corpo era tão fino 
E leve (oh meu desgosto!) 
Que eu tremia, ao sentir 
O vento que passava! 
Caía-me, na alma, 
A neve do teu rosto. 

Como eu ficava mudo 
E triste, sobre a terra! 
E uma vez, quando a noite 
amortalhava a aldeia, 
Tu gritaste, de susto, 
Olhando para a serra: 
— Que incêndio! — E eu, a rir, 
Disse-te — É a lua cheia!... 
E sorriste também 
Do teu engano. A lua 
Ergueu a branca fronte, 
Acima dos pinhais, 
Tão ébria de esplendor, 
Tão casta e irmã da tua, 
Que eu beijei sem querer, 
Seus raios virginais. 
E a lua, para nós, 
Os braços estendeu. 
Uniu-nos num abraço, 
Espiritual, profundo, 
E levou-nos assim, 
Com ela, até ao céu 
Mas, ai, tu não voltaste 
E eu regressei ao mundo."


Teixeira de Pascoaes, in 'Prosa e Poesia'

Biblioteca da Escola EB 23/S de Celorico de Basto - Ano letivo 2014/2015


A Biblioteca da Escola EB 23/s de Celorico de Basto deseja a toda a comunidade escolar, um excelente ano letivo de 2014/2015, pleno de leituras profícuas e prazerosas.


(onde existem livros, há sempre sabedoria)