Mostrar mensagens com a etiqueta poesia. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta poesia. Mostrar todas as mensagens
quarta-feira, 25 de maio de 2016
quarta-feira, 11 de maio de 2016
quarta-feira, 4 de maio de 2016
terça-feira, 3 de maio de 2016
segunda-feira, 2 de maio de 2016
terça-feira, 26 de abril de 2016
terça-feira, 19 de abril de 2016
terça-feira, 8 de março de 2016
Um poema de Camões a uma mulher que o deixou cativo: Bárbara
Endechas a Bárbara escrava
Aquela cativa
Que me tem cativo,
Porque nela vivo
Já não quer que viva.
Eu nunca vi rosa
Em suaves molhos,
Que pera meus olhos
Fosse mais fermosa.
Nem no campo flores,
Nem no céu estrelas
Me parecem belas
Como os meus amores.
Rosto singular,
Olhos sossegados,
Pretos e cansados,
Mas não de matar.
U~a graça viva,
Que neles lhe mora,
Pera ser senhora
De quem é cativa.
Pretos os cabelos,
Onde o povo vão
Perde opinião
Que os louros são belos.
Pretidão de Amor,
Tão doce a figura,
Que a neve lhe jura
Que trocara a cor.
Leda mansidão,
Que o siso acompanha;
Bem parece estranha,
Mas bárbara não.
Presença serena
Que a tormenta amansa;
Nela, enfim, descansa
Toda a minha pena.
Esta é a cativa
Que me tem cativo;
E. pois nela vivo,
É força que viva.
Luís de Camões
Aquela cativa
Que me tem cativo,
Porque nela vivo
Já não quer que viva.
Eu nunca vi rosa
Em suaves molhos,
Que pera meus olhos
Fosse mais fermosa.
Nem no campo flores,
Nem no céu estrelas
Me parecem belas
Como os meus amores.
Rosto singular,
Olhos sossegados,
Pretos e cansados,
Mas não de matar.
U~a graça viva,
Que neles lhe mora,
Pera ser senhora
De quem é cativa.
Pretos os cabelos,
Onde o povo vão
Perde opinião
Que os louros são belos.
Pretidão de Amor,
Tão doce a figura,
Que a neve lhe jura
Que trocara a cor.
Leda mansidão,
Que o siso acompanha;
Bem parece estranha,
Mas bárbara não.
Presença serena
Que a tormenta amansa;
Nela, enfim, descansa
Toda a minha pena.
Esta é a cativa
Que me tem cativo;
E. pois nela vivo,
É força que viva.
quarta-feira, 29 de outubro de 2014
Poesia na Escola, com a Professora do Agrupamento de Escolas de Celorico de Basto, Anabela Borges!
(Poema de Anabela Borges)
Etiquetas:
poesia
quarta-feira, 24 de setembro de 2014
Teixeira de Pascoaes - "Elegia do Amor"
TEIXEIRA DE PASCOAES - "ELEGIA DO AMOR"
"Elegia do Amor
Lembras-te, meu amor,
Das tardes outonais,
Em que íamos os dois,
Sozinhos, passear,
Para fora do povo
Alegre e dos casais,
Onde só Deus pudesse
Ouvir-nos conversar?
Tu levavas, na mão,
Um lírio enamorado,
E davas-me o teu braço;
E eu, triste, meditava
Na vida, em Deus, em ti...
E, além, o sol doirado
Morria, conhecendo
A noite que deixava.
Harmonias astrais
Beijavam teus ouvidos;
Um crepúsculo terno
E doce diluía,
Na sombra, o teu perfil
E os montes doloridos...
Erravam, pelo Azul,
Canções do fim do dia.
Canções que, de tão longe,
O vento vagabundo
Trazia, na memória...
Assim o que partiu
Em frágil caravela,
E andou por todo o mundo,
Traz, no seu coração,
A imagem do que viu.
Olhavas para mim,
Às vezes, distraída,
Como quem olha o mar,
À tarde, dos rochedos...
E eu ficava a sonhar,
Qual névoa adormecida,
Quando o vento também
Dorme nos arvoredos.
Olhavas para mim...
Meu corpo rude e bruto
Vibrava, como a onda
A alar-se em nevoeiro.
Olhavas, descuidada
E triste... Ainda hoje escuto
A música ideal
Do teu olhar primeiro!
Ouço bem tua voz,
Vejo melhor teu rosto
No silêncio sem fim,
Na escuridão completa!
Ouço-te em minha dor.
Ouço-te em meu desgosto
E na minha esperança
Eterna de poeta!
O sol morria, ao longe;
E a sombra da tristeza
Velava, com amor,
Nossas doridas frontes.
Hora em que a flor medita
E a pedra chora e reza,
E desmaiam de mágoa
As cristalinas fontes.
Hora santa e perfeita,
Em que íamos, sozinhos,
Felizes, através
Da aldeia muda e calma,
Mãos dadas, a sonhar,
Ao longo dos caminhos...
Tudo, em volta de nós,
Tinha um aspecto de alma.
Tudo era sentimento,
Amor e piedade.
A folha que tombava
Era alma que subia...
E, sob os nossos pés,
A terra era saudade,
A pedra comoção
E o pó melancolia.
Falavas duma estrela
E deste bosque em flor;
Dos ceguinhos sem pão,
Dos pobres sem um manto.
Em cada tua palavra,
Havia etérea dor;
Por isso, a tua voz
Me impressionava tanto!
E punha-me a cismar
Que eras tão boa e pura,
Que, muito em breve — sim!
Te chamaria o céu!
E soluçava, ao ver-te
Alguma sombra escura,
Na fronte, que o luar
Cobria, como um véu.
A tua palidez
Que medo me causava!
Teu corpo era tão fino
E leve (oh meu desgosto!)
Que eu tremia, ao sentir
O vento que passava!
Caía-me, na alma,
A neve do teu rosto.
Como eu ficava mudo
E triste, sobre a terra!
E uma vez, quando a noite
amortalhava a aldeia,
Tu gritaste, de susto,
Olhando para a serra:
— Que incêndio! — E eu, a rir,
Disse-te — É a lua cheia!...
E sorriste também
Do teu engano. A lua
Ergueu a branca fronte,
Acima dos pinhais,
Tão ébria de esplendor,
Tão casta e irmã da tua,
Que eu beijei sem querer,
Seus raios virginais.
E a lua, para nós,
Os braços estendeu.
Uniu-nos num abraço,
Espiritual, profundo,
E levou-nos assim,
Com ela, até ao céu
Mas, ai, tu não voltaste
E eu regressei ao mundo."
Teixeira de Pascoaes, in 'Prosa e Poesia'
Etiquetas:
poesia
terça-feira, 1 de abril de 2014
Chá, Poesia e Ciência
Momento alto da Semana da Leitura! A biblioteca transformou-se! Encheu-se de camélias, velas, poesia e música! As professoras de Matemática, Ana Alegre, Filomena e Maria José, a professora Filipa de Português, a formadora Susana e os alunos dos Cursos Profissionais de APS e TRB surpreenderam-nos e proporcionaram-nos uma tarde fantástica de homenagem à poesia e à música! Foi uma verdadeira Festa da Leitura e uma grande homenagem aos poetas de língua portuguesa! Direção, docentes, serviços administrativos e alunos partilharam poesia, declamando, cantando ou tocando.
No final de cada uma das sessões, foi servido, a todos os participantes, um delicioso chá acompanhado de bolinhos deliciosos!
Obrigado a todos, pela participação, empenho e generosidade!
Etiquetas:
poesia,
semana da leitura
segunda-feira, 24 de março de 2014
A nossa árvore do dia da poesia
A nossa árvore que decora um espaço escolar, que comemorou o seu dia e a poesia!
Alguns dos ovos que os alunos dos vários anos e turmas ilustraram e cujas palavras se tornaram "mágicas".
Parabéns a todos os alunos e professores que se envolveram nesta atividade e em todas as que decorreram durante a semana que lembrou o mundo lusófono da poesia.
Obrigada e parabéns.
Etiquetas:
5ºano. 6º ano.7ºano,
8º ano,
9º ano,
dia da árvore,
poesia,
semana da poesia
quarta-feira, 19 de março de 2014
O nosso mural das "nossas fotos com os livros valem um sorriso" e as exposições na nossa biblioteca escolar
Na nossa biblioteca está patente uma exposição de livros de poesia e livros antigos de escritores de Língua portuguesa (estes últimos foram cedidos pela biblioteca municipal).
Mas a grande sensação são os poemas escritos por antigos alunos que frequentaram a nossa escola!
Também convidamos os alunos a votarem num poema, de modo a elegermos os poetas mais queridos na nossa escola.
Etiquetas:
exposição,
poesia,
selfies,
semana da leitura
A poesia desperta...
Pensamos demasiadamente
Sentimos muito pouco
Necessitamos mais de humildade
Que de máquinas.
Mais de bondade e ternura
Que de inteligência.
Sem isso,
A vida se tornará violenta e
Tudo se perderá.
Sentimos muito pouco
Necessitamos mais de humildade
Que de máquinas.
Mais de bondade e ternura
Que de inteligência.
Sem isso,
A vida se tornará violenta e
Tudo se perderá.
Amália Rodrigues cantou Camões
terça-feira, 18 de março de 2014
Um poema escrito por um aluno do 6º ano
A autobiografia de um poeta
Eu era um menino
Que brincava sempre sozinho.
Gostava de ler e de escrever
Mas, p`ra além disso, mais nada podia fazer.
Procurei alguém para brincar,
Mas ninguém comigo queria falar.
Não entendia porque não queriam brincar comigo,
Pois só queria um amigo!
De tanta solidão ter,
Ouvi alguém na porta a bater.
Fui abrir
Até me pareceu que era alguém a fugir
Mas não era ninguém
Era a minha cabeça a tentar ter alguém.
Agora cresci,
E agora vi
Que o mundo é um tesouro
Onde há ouro
Amigos,
E inimigos
A quem devemos perdoar
A quem não devemos acusar,
Porque um amigo é uma pedra preciosa ao luar
Podemos ter um amigo p`ra andar de bicicleta
Ou por redigir um poema, ser poeta.
Carlos Daniel Carvalho Gonçalves, 6º I
Etiquetas:
poesia,
semana da poesia
Ana Moura /** Vaga no Azul**/
Hoje lembramos Fernando Pessoa!
Um poeta português amado em todo o mundo e traduzido para várias Línguas.
A poesia enquanto ferramenta que une civilizações e que quebra barreiras!
Subscrever:
Mensagens (Atom)




























